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Os 3 Filtros Cerebrais que nos Levam a Fazer Nossas Escolhas

Os 3 Filtros Cerebrais que nos Levam a Fazer Nossas Escolhas

Esta é uma das primeiras etapas para criação de um programa de QSSMA eficaz e duradouro!

“O sucesso vem da soma de pequenos esforços, repetidos e tornando hábito. Você pode ter bons resultados ou desculpas, nunca os dois ao mesmo tempo.”

FILTROS do CÉREBRO

Embora pensemos que todas as pessoas tomam decisões considerando o mundo real, o ser humano se utiliza de um MAPA cerebral formado pelos conjuntos de experiências vividas e pelos conhecimentos adquiridos ao longo da vida. Ou seja, cada um tem seu próprio modelo mental e pode dar significados diferentes a um mesmo fato.

Este MAPA, quando conhecido, pode promover ações comportamentais de grupo e individuais realmente surpreendentes.

Para isto, vamos falar dos filtros que influenciam nossas decisões: neurológicos, sociais e individuais.

Assim, ficará mais fácil entender por que temos dificuldade de encontrar programas comportamentais em QSSMA, prontos ou formatados, que sejam 100% aceitos pelos colaboradores e eficazes para qualquer tipo de cultura empresarial.

  1. Entendendo os FILTROS NEUROLÓGICOS

São os sentidos que interligam o cérebro humano com o mundo exterior. São eles:

  • Sistema Auditivo: que tem por limitação determinadas faixas de frequência e ciclos por segundo;
  • Sistema Ocular: que tem por limitação as faixas de luminância absorvidas pelo globo ocular, assim como a impercepção das ondas eletromagnéticas;
  • Sistema Gustativo: o paladar humano é restringido ou adaptável a algumas experiências diferentes adaptadas ou vividas. Ex.: pimentas, doces, azedos etc.;
  • Sistema Tátil: as limitações estão condicionadas à segunda camada da pele (a derme), dependendo dos danos causados à ela, a sensibilidade pode ser comprometida;
  • Sistema Olfativo: temos sensibilidades olfativas que se diferem nas diversas classes de animais.
  1. Entendendo os FILTROS SOCIAIS

Os principais filtros sociais são a família, a empresa que trabalhamos, a formação, time de futebol, escola que frequentamos, partidos políticos, ideologias, religiões, dentre outros.

Indiscutivelmente, até pelo tempo que convivemos com os resultados e colegas de profissão, o ambiente empresarial é o que mais nos afeta nas nossas tomadas de decisão.

Assim, como agir diante de determinadas culturas empresariais?

Um dos maiores desafios para os profissionais de QSSMA é entender como unir o conhecimento técnico, lutar pelas suas crenças, justificar ações e investimentos, ganhar autoridade influenciadora (não impositiva) e se inserir na tomada de decisões se colocando na posição dos outros.

Para facilitar, trago uma teoria interessante escrita por Peter Senge, autor do livro A Quinta Disciplina, que diz que, para promover uma mudança construtiva na realidade, temos que aproveitar ao máximo os potenciais humanos durante essa transformação, precisamos de um pulso que ele chama de tensão criativa (como esticar um elástico).

Essa tensão criativa é formada por dois aspectos:

  • uma visão bem definida da realidade atual (onde estamos);
  • uma visão de futuro inspiradora e alcançável (onde queremos ir); e
  • os recursos humanos que as empresas possuem para atingirem os objetivos (o elástico)

Diante da estratégia definida para atingimento de metas e objetivos, o fator “COMUNICAÇÃO” deve ser confrontado com o fator “ENTENDIMENTO”, já que a informação não pode chegar de forma diferente da INTENÇÃO. A clareza é fator decisivo nas reações por resultados.

  1. Entendendo os FILTROS INDIVIDUAIS

“Quem tem um porque, sempre encontra um como!” (Viktor Emil Frankl)

Dependendo de como a ordem é entendida, as reações podem ser as mais diversas… Assim, os profissionais de QSSMA, além da técnica teórica, devem ter conhecimento e prática sobre o que discorremos aqui, o que, certamente, trará um grande diferencial como profissional da área.

Cada indivíduo é diferente dos demais. A interpretação de ordens e os hábitos vêm da neuroplasticidade cerebral (economizador natural de energia cerebral), criada ao longo de nossas vidas, constituindo fatores poderosíssimos e que devem ser sempre considerados quando falamos de seres humanos.

A partir destas experiências, muitas de nossas decisões passam a ser tomadas com base nestes filtros (examinando, classificando, editando, reeditando, julgando, igualando, busca por ser percebido/reconhecido, valorizado, dentre outros).

O maior desafio para nossa profissão é trabalhar:

  • Autoconsciência: Reconhecimento de nossas emoções, impulsos, de como buscamos nossos resultados e qual tal efeito sobre as partes envolvidas;
  • Autorregulação: Que é marcada pela intencionalidade das ações, fator fortemente percebido pelo “outro”. Atenção para como direcionamos de forma consciente ou inconsciente nossos pensamentos e sentimentos a favor das ações;
  • Motivação: Internalização da explicação do porquê fazemos o que fazemos;
  • Empatia: Como fortaleza na consideração cuidadosa dos sentimentos e modelos de mundo do “outro” no processo de tomada de decisões e ação;
  • Habilidades Sociais: As conexões com um propósito comum no sentido de mover, generosamente, e considerando as partes, as pessoas, na direção que se deseja. Profissionais de QSSMA devem buscar ser socialmente qualificados e construírem relacionamentos, trabalhando sob a suposição de que nada é feito e se consegue sozinho.
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